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Keep Going!

sábado, 11 de setembro de 2010

Sábado com cara de quinta =/

Hoje o dia está passando muito lentamente. Parecem que fazem muitas horas que levantei pra ir pra faculdade, Mesmo não fazendo tantas. Bom, seis horas, já é um quarto do dia.Saí da aula as 09:20, com uma leve sensação de que comecei a entender alguma coisa (eu que nunca tinha aberto um livro do João Cabral de Melo Neto, hoje acho que entendi, talvez eu leia os poemas que o professor mandou ler). Não ia parar na lan house, mas tava tendo comício bem no meio do meu caminho, então fui pra lan jogar minifazenda. Também assisti mais um pouco do meu seriado que achei na internet. Minha internet até que dá pro gasto, mas o youtube pra ela é um pouco difícil de carregar.
Não fazem nem duas horas que cheguei no trabalho. Minha supervisora, que já foi minha colega de estágio em outro lugar, me mandou um documento de 80 páginas pra revisar, e eu to aqui, beeeeeeeeeeeeem lentamente arrastando ele. Tô esperando aparecerem as tabelas - nosso trabalho principal é ver os números, negritos... to bem além daqui, né. Os números parecem dançar na minha frente.
Devia haver um decreto federal que proibisse as pessoas de trabalhar no sábado (exceto motoristas e cobradores de onibus, taxistas e todos os condutores relacionados). Acho q tb teria de abrir uma exceção para mercados e shoppings.
A coisa é que eu queria muito não ter q sair de casa no sábado.
As meninas aqui do lado estavam fazendo planos para hoje a noite e falando da festa da noite passada. São meio nerds e falam de filmes que eu não vi, mas vão a festas e enchem a cara a noite toda. Isso é tão distante do meu mundo. Eu só viro a noite pra assistir dvds (principalmente se for seriado, pq eu nunca aguento esperar pra ver o resto no dia seguinte). A última vez, alias, q virei a noite, foi assistindo a segunda temporada de dexter. Assisti ela toda numa noite, fui dormir as 10 e meia da manhã, muito feliz. Eu sempre detestei balada pq nunca pude ir numa que tocasse um tipo de música que gosto, pq não tenho cara de sair sozinha, não teria como voltar sozinha no meio da noite e ngm por aqui parece gostar de nada doq eu gosto.
Quero ir no wonka ver recital de poesia. Quem gosta disso são algumas pessoas da faculdade que não falam comigo pq eu sou esquisita.
Antigamente eu achava que, sendo nerd, eu me esquivava de compromissos sociais, mas parece que me esquivei demais. Na verdade, as pessoas normais me veem como uma nerd esquisita, mas os nerds me veem só como uma esquisita, pq nem nerd o suficiente eu sou. Definitivamente, não me encaixo nem em um padrão nem em outro.
Se eu tivesse nascido com bons genes e/ou dinheiro, eu não me importaria com nada, viveria submersa em marcas, bolsas e sapatos desnecessários. Seria uma esnobe que estaria fazendo letras por diversão, ou qualquer outra coisa (eu acho que nunca teria pensado em fazer psiquiatria se não fosse louca.  As pessoas tem a tendência de achar que sou inteligente, nerd, estudiosa, esforçada, mas isso é pq eu sou feia e sem atrativos. Elas tem que achar algo de bom. Eu não posso reclamar disso - tb sempre dei essa impressão. Sempre fiz parecer que sou inteligente e estudiosa pra ter algo que compense a falta de beleza e dinheiro, mas a verdade é que eu não tinha mais o que fazer. Não que eu não AME livros. Sempre amei. Mas enquanto as outras meninas trocavam confidências sobre namoradinhos, eu não tinha nada melhor pra fazer. Ainda não tenho aliás. Tanto que parei no tempo e leio muito mais livros de menininha que qualquer outra coisa. Saramago, Cabral de Melo Neto, acho tudo um saco. Shakespeare eu gosto - ele tem um puta interesse em relações humanas distorcidas, e apesar das peças dele sempre acabarem por falta de personagens, eu gosto. Mas de qualquer modo, voltando a nerdice da coisa, eu nunca tive interesse em coisas comuns para nerds até perceber que era rotulada como tal. Mas quando os nerds se aproximavam viam que eu era muito burra e desinformada pra ser um deles. Mas tb num tenho assunto com as pessoas "normais": namorados, sexo, produto pra cabelo. O único assunto que tenho em comum com a maioria das garotas seria dieta, mas elas não querem ouvir que o melhor jeito é  se exercitar feito uma condenada e fechar a boca. Elas querem saber da mais nova dieta milagrosa da capa de revista, que promete queimar 10kg em um mês sem esforço e comendo de tudo.
Aham, senta lá, cláudia.
Eu me sinto tão deslocada a maior parte do tempo que estranho quando as pessoas falam comigo. Geralmente são assuntos em comum como a aula ou o trabalho, mas só. Minha mãe fala comigo pra reclamar da vida, nunca pra perguntar da minha (pra se meter nela sim, mas nunca pra saber se estou feliz. Só se eu tenho dinheiro pra emprestar.) Minha irmã fala comigo sobre desobesi e sibutramina, e fim. Acho que as unicas pessoas que falam comigo sobre qualquer coisa são o Gui e a Ana P. (e vcs, mas a gente só se fala através dos blogs =/).
Nessas horas que eu sinto uma puta falta dele pq a gente conversava sobre tudo, sabe? Sobre qualquer coisa. Sobre a minha vida, sobre a vida dele, sobre a situação política ou sobre celebridades. É sério. Eu nunca me dei conta do quanto era bom ter ele pra conversar até ele desistir de mim.
(Once again, tenho uma raiva quando ele diz que não desistiu! Se não desistiu, pq parou de falar comigo? Senta lá cláudia parte 2)
Enfim, num vim aqui me lamentar por tudo que eu perdi. Venho me culpando a tanto tempo q nem sei pq me culpo. A culpa pode e deve ser um pouco dele tb, por ter simplesmente cortado laços (ou elos, como queira) justamente naquele momento em que eu tinha tantas esperanças e promessas, mesmo sabendo que efeito teria em mim. Não reclamo de ter crescido - cresci muito. E regredi em outros aspectos e ganhei essa dor pungente e latente (e todos os "entes" que vcs quiserem) que nunca passa, nunca melhora. Só fica mais forte e mais complexa, embora de certo modo mais amena - já me acostumei a ela. Já aprendi a não olhar pra ela quando ela está ali. Toda vez que penso no assunto procuro rapidamente outra bobagem qualquer pra pensar, convivo com isso... senão consigo fazê-lo a tempo, acabo chorando, me sentindo rasgar por dentro, me perguntando por que não acabei com essa dor ainda. Ele ficaria feliz - nessas horas tenho certeza - mas provavelmente nem ficaria sabendo.
Enfim.
Pra variar, comecei a falar dele e perdi a linha de raciocínio ¬¬
Ah, é:
Não vou mais me esforçar tanto pra esconder quem sou, que esse blog é meu, pq minha preocupação acabou. Na época lá, eu me importava pq eu acreditava que ele ligava e que oq eu dizia poderia magoa-lo. Não sei se magoou, mas mudou tudo. Então se agora ele não liga, eu tb não ligo. Não q não tenham outras pessoas que eu me preocupe. É só que... meu mundo continua girando em volta dele mesmo quando ele vai embora. E já fazem dois anos que eu sou um satélite sem planeta em torno do qual girar. É estúpido e insano, mas é fato: tudo que eu mais quis foi que ele se importasse comigo, se preocupasse comigo, mas eu consegui o oposto. Eu causei o oposto. Se eu não fosse tão burra talvez, só talvez.... ele não estivesse com ela. Sei q ele não estaria comigo, eu sabia q ele nunca se apaixonaria por mim, mas quando era meu amigo já me fazia feliz.
Tenho que parar de falar nele, eu sei, num é pra isso q vcs leem essa bagaça.
Sobre o desobesi, ainda to naquela situação, tenho que ligar pra mulher e pedir a receita, hoje ou amanhã vou por crédito no celular.
Quero ser magra. Não me importo mais como me importava antes, pq ele levou com ele qualquer interesse que eu tivesse pela vida. Agora to começando a recuperar a vontade de escrever, mas ainda assim, são tantas coisas... que não tenho mais. As vezes olho pra foto dele e me digo "não o amo." E não amo mesmo, não amo a imagem dele. Muita gente não entende pq me apaixonei tanto, se estamos tão longe e ele nem é tão bonito. Fico muito tempo pensando nisso até lembrar e/ou admitir: foram as palavras. Foram sempre as palavras, e o fato de que ele me ouvia, sinceramente. Ou pelo menos assim eu pensava. Quando perdi o que achava que tinha, perdi o resto, incluindo a vontade de emagrecer.
Mas a verdade é que ainda quero ser magra principalmente pra chamar a atenção dele pro meu grito de socorro. Dele e de todo mundo. Queria que ele fosse me visitar no hospital pra eu poder dizer uma frase q me intoxica há meses "estou morrendo porque estou faminta, mas não de comida, da sua atenção, do seu carinho, do seu amor." Quantas vezes ele me disse que achava brega essa história de menininha do papai faminta de atenção? Pois eu ia lhe mostrar uma coisa.
Não que eu ache q ele se importe ou mesmo que vá saber se eu tiver 40kg. Por isso que eu tenho de uma vez por todas morrer de fome, pq só assim meu grito vai ser ouvido, só assim ele vai olhar pra mim, se eu estiver morrendo, se eu estiver morta. Se eu aparecer, esquelética, nos seus sonhos e na sua vigília, pra assombra-lo dizendo "a culpa é sua".
Quero morrer de fome pra que ele finalmente olhe pra mim, quero morrer de fome pra ver se assim ele finalmente diz que me ama, enquanto eu desapareço aos poucos.
Tá, chega. Té mais.

2 comentários:

ann. disse...

Acompanho teu blog há um tempo e, hm, você é como eu. Não me encaixo. Muitos me consideram "nerd", mas, as meninas "nerds" da minha sala tem assuntos mais normais que quaisquer outras garotas. Meninos, meninos, artistas ruins acoplado com uma considerável futilidade exalando pelos poros. Enfim, eu não pertenço à esse mundo, não nasci pra sociedade e, a cada dia que passa, descubro-me cada vez mais sociopata, fingindo, vomitando, chorando, sorrindo, vomitando, chorando, sorrindo de novo, impulsivamente.
Sabe, eu percebo que tu sempre fala desse "ele", desse amor perdido. Pois eu tive um desse, também. O fulaninho morava em outro estado. Um dia, disse que tinha bulimia e, ele, disse que me ligaria e que viria me ver. Lies, lies, lies. Nunca vi a cara do fulano e suspeito que nunca tenha existido. E, hoje, é tudo em decorrência de amores infundados. Eu só quero emagrecer, secar, pra que vejam que a menininha do papai está morrendo por atenção.

Enfim, espero que melhores (: E, embora clichê, força!

(●• LIA •●) disse...

Ola@!!
Estou na espera de vc tomar o remedio e ter resultado que te faz melhor!!

Eu por muitas vezes quis ser nerd...mas não funciona comigo.

Eu queria falar menos,ser menos notada...mas não sou!

Isso me irrita porfundamente!

Em algumas partes do seu blog sinto-me como vc!

abraços!@